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Jonas Ribeiro

 
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Jonas Ribeiro, paulistano apaixonado desde sempre pelos livros, pelas pessoas e pela poesia da vida, é contador de histórias, escritor, ilustrador, enfim um fazedor de sonhos, que ama o que faz. Detentor da incrível marca de mais de 100 livros publicados - alguns traduzidos para o espanhol, inglês, japonês e coreano - ele nos dá a alegria de participar dessa conversa no nosso blog. Esta entrevista é um convite para viajar no mundo encantado de Jonas e seus personagens, afinal suas obras também são livros para todas as idades. Assista a entrevista na íntegra, conheça melhor a obra deste incrível artista. Visite seu site: www.jonasescritor.com.br
 

 

 

Entrevista na íntegra      

 Conheça melhor a obra deste incrível artista navegando no seu site: http://www.jonasescritor.com.br/

  • Como aconteceu sua opção pela literatura infantojuvenilQuando me dei conta, na adolescência, eu era um leitor profissional, devorava livros e mais livros com imensurável prazer. Lia de segunda a segunda. Durante o ano letivo e também nas férias escolares. Era um misto de trabalho e prazer. Eu trabalhava sem desconfiar que trabalhava. Sem querer, em algum instante, descobri que queria vincular minha história com os livros. Foi algo muito forte. Era uma necessidade biológica. Encarei todas as dificuldades próprias da carreira literária e segui determinado. Deu certo.
  • Como surgiram os temas para as primeiras histórias? As pessoas continuam sendo a minha maior e melhor fonte de inspiração. Pessoas geram os temas mais inusitados possíveis. E também os mais corriqueiros.
  • Quando começou a escrever você pensou em como publicaria seus livros? Como foram os primeiros contatos com as editoras? Sabia que daria certo, mas o como sempre representou uma incógnita para mim. Na verdade, embora soubesse que publicaria meus livros, não imaginava que tudo daria tão certo assim. Meus primeiro contatos com as editoras foram na raça. Enviava os originais e aguardava resposta das editoras. Só a décima oitava editora que topou produzir meus três primeiros livros: O funil encantado, Em nome da paz, Gente que mora dentro da gente, os três publicados pela Editora Dimensão, uma editora boa demais, com sede em Belo Horizonte, MG.
  • Como se dá seu processo criativo e sua escrita? Gosto de escrever pela manhã, em grandes papéis coloridos, com tempo largo para realizar muitas reescritas. Quando escrevo, não me envolvo com nenhuma etapa burocrática, começo o dia escrevendo, sem fazer rodeios. Depois que me dou por satisfeito, encerro o trabalho de produção literária e passo a cuidar de e-mails, documentos, leituras e de minha relação com o piano, que também é bonita demais.
  • Qual a sua opinião sobre o mercado editorial e distribuição dos livros infantojuvenis? Um livro de qualidade abre portas. Livros bons que são comercializados numa boa rede de distribuição possuem mais chances de trazer resultados. Escritores, ilustradores, editores e distribuidores precisam encontrar uma medida, a textura da combinação entre todos os ingredientes. Claro que as editoras maiores são as que melhor distribuem os livros. Como é uma dificuldade, para o escritor iniciante, colocar seus livros numa grande editora, ele recorre às menores e às de médio porte. O bom é que cada editora tem força em uma região do país. Várias editoras assim a serviço de nossa obra conseguem um alcance satisfatório.
  • Que conselhos você daria para quem deseja dar os primeiros passos na publicação do infantojuvenil? Que faça uma relação das editoras por onde gostaria que saísse seu livro. Guardar tudo o que se escreve. Reescrever várias vezes até ficar satisfeito com texto. Enviar um trabalho impecável para o editor avaliar. Procurar saber quem irá avaliar a nossa obra pode fazer a diferença. Desse modo, podemos nos reportar à pessoa mesmo que lerá o nosso original.
  • Com tantos livros publicados existe algum que seja o seu preferido? Por qual motivo? Hoje, em setembro de 2013, são 112 livros publicados. Há uns 35/40 que são os meus preferidos. Entre eles: Palavra de filho, O perfume do mar, Gente que mora dentro da gente, A bicicleta voadora, O baile das caveiras, O vestido florido nos olhos de Aparecido, A descoberta, O esconderijo das vontades, Tiburfi!, A história vazia da garrafa vazia, O abacateiro bagunceiro, Ciranda de meias, A princesa vampira, pao.com.manteiga, Quem é você afinal?, O teimoso trenzinho curioso, O barquinho e o marinheiro, E algo aconteceu naquele dia, Os bolos gigantes, Como bate um coração de chocolate.
  • Como é a sua relação com seus personagens? Algum caso interessante aconteceu durante a criação? É intensa. Eles chegam inesperadamente. E alguns chegam para ficar, como foi o caso da Bruxa Cremilda, que hoje conta com dez títulos em sua coleção. Cremilda é uma bruxa horrorosa que cria produtos de beleza. Uma contradição e tanto. Ela caiu no gosto das crianças.
  • Como é a sua relação com a escolha dos ilustradores da suas histórias? Há alguma interferência da editora? O que vem primeiro o seu texto ou o processo já se inverteu e você criou o texto a partir da ilustração? Há histórias que escrevo para um ilustrador em especial. São projetos especiais. Atualmente, ouço muito o que os editores falam. Geralmente, eles acertam. Na maioria das vezes, delego a escolha do ilustrador para o departamento editorial. Claro que já vi uma imagem e, a partir dela, escrevi uma história.
  • Como é sua experiência no uso dos seus livros infantojuvenis para o público adulto? Eles gostam. E eu fico todo prosa quando gostam de verdade de algo que escrevo.
  • A Internet e redes sociais influenciam de alguma forma a divulgação do seu trabalho? Sem dúvida. Mas confesso que sou do tempo da lamparina, do bom proseado, dos olhos nos olhos. Não estou no Face e me preocupo muito com a atenção excessiva que as pessoas dão ao mundo virtual. Às vezes, tenho a impressão de que o mundo real passou para o segundo plano; dá para acreditar? 

11/dez/2013