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TATIANA BLASS

Descobri o livro A Família Mobília assistindo a uma reportagem sobre sua autora, a artista plástica que trabalha com pintura, escultura, vídeos e instalações, Tatiana Blass e de cara o que me impactou foi a originalidade do projeto tão despretensioso como a origem de sua criação: A ideia surgiu por causa de uma residência em Londres e o impulso de desenhar provocado por um conjunto de canetinhas ProMarker, comprado por ela lá. Com elas em mão, Tatiana começou a esboçar cenas de uma performance que ocorreria na sala de um apartamento no Minhocão, o conhecido elevado no Centro de São Paulo”. (fonte http://www.bamboonet.com.br/)

Uma ideia pode nascer de uma motivação curiosa e simples e tornar-se uma história criativa, interessante e envolvente.

A história dá a impressão de que foi criada depois de sua imagem já descrita no desenho e elaborada em um conceito de design expressivo. O texto inspirado, original e com grande senso de humor vai envolvendo nós leitores de todas as idades em suas aventuras descritivas no entendimento de uma família diferente e especial que são objetos e mobílias com a qual todos nós convivemos em nossas moradias.

Sobre a experiência de pensar um texto através de sua pintura, a autora “diz que pensa mais através de cores do que da linha. E como na pintura, ela inunda o papel sem deixar espaços em branco”. (fonte http://www.bamboonet.com.br/)

A história tem sequências de pensamento como uma criação em família, o significado das cores e traços leva à criatividade poética das palavras que descrevem métricas tais como: “a de Josefina Abajur, que vê tudo do alto. Quando sua luz é acesa, irradia alegria! Mas se sua lâmpada queima, fica apagada de tão triste. Chora bolinhas vermelhas pelo chão.” (grifo meu)

É incrível imaginar as reações de crianças ao ouvir essa história, mas o que dizer da experiência de contá-la para um universo adulto? Contei esta história para adultos da terceira idade e ao terminá-la foi fácil ouvir de alguns ouvintes alguma história de objetos queridos com nomes e afetos tão consistentes como a da Família Mobília. Logo surgiram narrativas de “cristaleiras”, “cabideiros” e “caxinhas de músicas” que buscavam alguém que as libertassem da memória de nossos ouvintes e os transformassem em personagens de uma nova história.

Esta história foi uma boa descoberta para mim como leitora voraz de clássicos e novidades da literatura infantojuvenil. Por isso recomendo que todos que acompanham nosso Blog conheçam a incrível obra de Tatiana. Esperamos que agora que descobriu o caminho da Literatura, a autora continue nos deliciando com ótimos projetos criativos, além do que já executa em sua brilhante carreira de artista plástica e designer.

Valeu Tatiana!

(Mercedes Fernandes)

 

As imagens foram retiradas da Internet